quarta-feira, março 12, 2008

D. José Pedreira, 25 anos de Bispo

Um Bispo que gosta de matemática, de trabalhar na quinta e de estar próximo das pessoas: D. José Pedreira e um olhar sobre o quarto de século passado desde a ordenação episcopal, a 19 de Março de 1983, em Viana do Castelo.

Agência ECCLESIA (AE) – D. José Pedreira está a celebrar 25 anos de bispo. Quem é o bispo de Viana do Castelo que pastoreia nas terras que o viu nascer?

D. José Pedreira (JP) – Sou um minhoto por natureza, visto que nasci em Valença do Minho, numa paróquia pequena chamada Gondomil. Completei lá, o que chama hoje, o primeiro ciclo, a escolarização primária. Depois fui para os seminários em Braga onde completei os preparatórios, a parte filosófica e Teológica.

Leia a entrevista em Agência Ecclesia

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domingo, março 09, 2008

Diácono ordenado em Viana no primeiro Domingo de Abril

Jorge Miguel Gonçalves Esteves, natural da paróquia de Calheiros (Ponte de Lima), é ordenado diácono no dia 6 de Abril, na Sé de Viana do Castelo.

A celebração, marcada para as 15h30, acontecerá no início da Semana de Oração pelas Vocações Consagradas.

Jorge Miguel Esteves, que está a frequentar o 6.º ano de Teologia, foi admitido às Ordens sacras no passado sábado, «em ambiente familiar e comunitário», durante uma celebração presidida pelo reitor do Seminário Diocesano de Viana do Castelo.

Acompanharam o jovem seminarista «neste acto simbólico mas significativo para ele e para toda a Igreja diocesana», como referiu o padre Alfredo Sousa, os seus companheiros de curso, bem como os seus familiares e toda a comunidade do Seminário de Viana do Castelo.

O rito de admissão, explicou o reitor do Seminário de Viana, «consiste na manifestação pública do desejo que o candidato sente em entregar- se totalmente na Sagrada Ordem, ao serviço de Deus e dos homens, desejo que a Igreja desde já aceita com muita alegria e esperança».


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segunda-feira, dezembro 24, 2007

Natal, Paz e Alegre Esperança

A humanidade está a precisar duma boa lufada de esperança que nos faça sorrir ao encarar o futuro, mesmo que este futuro nos não pague com a mesma moeda, com igual sorriso. Há rostos demasiado crispados entre pessoas, grupos e povos e até nações. Nem as criancinhas escapam!
Por quê tudo isto?! Para quê! Parte da resposta podemos encontrá-la nas raízes mais profundas da quadra Natalícia. Durante séculos a humanidade acreditou numa Mensagem de paz e amor, que lhe veio do Alto. Acreditou e sentiu-se confiante, feliz, alegre, cheia de esperança.

Nem todos os projectos então concebidos se transformaram em realidade. Mas a razão disso não está na fragilidade da mensagem recebida. Cobiça humana, orgulho científico, desleixo ou indiferença de muitos, vão retardando esse momento da história, em que a fraternidade será uma realidade vivida, palpável, ao alcance de todos.

Analistas e estudiosos das ciências religiosas e teológicas têm investigado o ponto de vista da «beleza» no contexto da revelação cristã. Estamos convictos que a perspectiva da glória (nome teológico da beleza) é a mais ampla e consciente forma de pôr em relevo a originalidade e a força de atracção da experiência cristã. Há uma intuição central donde emerge «o belo» como o caminho que conduz não só ao encontro das aspirações contidas no mais íntimo do ser humano, senão que toca também, além das suas necessidades afectivas e racionais, a dimensão mais profunda do «ser», donde a pessoa responde à chamada do amor gratuito manifestado em Jesus Cristo.
Ponho de sobreaviso as pessoas que se deixaram influenciar pela superficialidade por uma espécie de “estádio estético” da existência cristã, mais vivida como curiosidade do que comprometimento a fundo da própria pessoa, e menos ainda de como expressão duradoura.. Um cristianismo desenraizado das suas forças vivas corre o risco de fossilizar-se como um resíduo cultural inerte de outra época já passada.

Aqui, tem relevância a vocação dos movimentos e das novas comunidades cristãs: - Ser sinal de contradição, sal da terra e luz do mundo, anunciando aos homens do nosso tempo que o Evangelho não é mera utopia, mas um caminho alegre até à vida plena, e que ser cristão é belo, uma aventura fascinante que dá alegria e felicidade. Aqui está o verdadeiro sentido do Natal, do tempo novo, razão de ser do nascimento de Cristo. Ser cristão renovado, novo.
Esta maturidade cristã não tem nada a ver com a mediocridade de um espírito envelhecido, agarrado a velhas, se bem que veneráveis, tradições: mais ou menos guloseimas, surpresas imprevisíveis de subtis prendas, reuniões familiares só para cumprir compromisso. Incapaz de apaixonar. As outras são belas e relaxantes.

Ao contrário, a maturidade da renovação cristã representa envolvimento pleno da alegria do coração, do entusiasmo, do ímpeto, da valentia e da capacidade de apostar tudo pelo Evangelho, de que nos dão testemunho os novos movimentos e as novas comunidades cristãs, vivas e operantes. Encontramo-las junto dos mais carenciados, os rejeitados do mundo, quais trapos atirados ao abandono, mas acolhidos como irmãos muito queridos por esses grupos juvenis, ou já não tão jovens na idade, que partilham a sua noite de consoada, a amizade, o sorriso, até o frio que nem se sente, e um trocar de olhos cheio de carinhosa e alegre esperança. Ajuda sempre alguém a encontrar a paz e a sentir que vele a pena viver. Feliz Natal para todos.


D. José Augusto Pedreira, Bispo de Viana do Castelo

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quarta-feira, julho 04, 2007

Bispo de Viana apresenta Maria como modelo de fé esclarecida

Peregrinação diocesana à Senhora do Minho

Do alto da Serra d’Arga, na peregrinação diocesana ao santuário de Nossa Senhora do Minho, o Bispo de Viana do Castelo apresentou ontem Maria como «modelo e guia de uma fé esclarecida», reafirmando a prioridade da formação dos leigos e de uma pastoral renovada e ousada da família.

Durante a celebração eucarística da peregrinação, que este ano partiu da igreja matriz de Ponte de Lima, depois de a imagem peregrina de Nossa Senhora ter visitado todas as comunidades daquele arciprestado, D. José Pedreira disse que, actualmente, «uma das condições para seguir Jesus é adquirir uma fé esclarecida».

Falando a uma multidão que não se deixou intimidar pelo tempo menos propício para subir a serra, o prelado defendeu que a «formação dos fiéis leigos» tem como objectivo fundamental «a descoberta, cada vez mais clara, da própria vocação e a disponibilidade, cada vez maior, para vivê-la no cumprimento da específica missão de cada um».

A formação, espiritual e doutrinal, para ser integral – argumenta o Bispo de Viana – «requer doação ao estudo permanente através duma catequese sistemática», dada gradualmente, em conformidade com a idade e com as várias situações da vida. Envolve também «a promoção cristã da cultura», mesmo de nível superior, como «resposta às eternas interrogações que atormentam o ser humano e a sociedade de hoje». Neste processo não pode ser deixado de lado o «conhecimento da doutrina social da Igreja», em ordem à formação da consciência social que favoreça «o crescimento pessoal no campo dos valores humanos», da competência profissional ao espírito de justiça, «sem os quais nem sequer pode haver uma vida cristã autêntica».

O Bispo de Viana do Castelo não tem dúvidas de que «é com os leigos e a partir dos leigos» que se pode incentivar a «evangelização das próximas futuras gerações», marcadas e como que modeladas pela cultura, daí este forte desafio à «formação a todos os níveis».

A importância que é atribuída à missão dos leigos, disse o prelado, «não dispensa nem diminui a importância da missão do clero e dos religiosos». Pelo contrário, «requer criterioso e clarividente empenhamento dos sacerdotes e dos religiosos, fazendo da formação pastoral de animadores leigos uma das suas tarefas prioritárias », desafiou.

A fé, explicou D. José Pedreira, não pode tender apenas a justapor-se a qualquer cultura, mas «tem a missão de operar uma verdadeira inculturação », porque «uma fé que não se torna cultura é uma fé não plenamente acolhida, não inteiramente pensada e nem com fidelidade vivida».

Neste constante apelo à formação religiosa, D. José Pedreira disse que “catequizar” os pais é, simultaneamente, «uma das condições para valorizar e tornar mais frutuosa a catequese nas primeiras idades de seus filhos».

Outro dos desafios abordados por D. José Pedreira na homilia ontem proferida no santuário da Senhora da Conceição do Minho foi o matrimónio e a família, na consciência de que «constituem um dos bens mais preciosos da humanidade ». Neste sentido, a Igreja tem «o imperativo de fielmente defender os seus direitos e as condições sociais e legais para poder cumprir a sua missão em favor da vida».

A pastoral familiar e o apoio aos movimentos que agregam e fortalecem a estabilidade dos casais «deve merecer um carinho e atenção redobrada » nas comunidades cristãs e seus pastores, defendeu o Bispo de Viana do Castelo.

Para levar a bom porto este desafio para a diocese, D. José Pedreira apontou o exemplo de Maria, a mãe de Jesus, a Imaculada Conceição, a Senhora do Minho.

Desde o primeiro momento do apelo de Deus, disse um “sim” convicto e de entrega total a Deus para assumir a vocação que o anjo lhe anunciavada parte do Senhor. «Não pôs condições e toda a sua existência foi um serviço permanente a Cristo e à Igreja por Ele fundada».

O Bispo de Viana aproveitou a ocasião para recordar os tempos em que o Cónego Correia, pároco de Ponte do Lima, padre José Augusto Alves, pároco de Estorãos, e, mais tarde, o padre Manuel J. Gomes, de São João da Ribeira, conceberam este sonho: «edificar um templo no alto da Serra d’Arga, onde todas as gentes do Alto Minho pudessem venerar a sua Padroeira».

Esse sonho, disse, vai-se tornando realidade através do abnegado empenhamento e esforço daqueles que lhe seguiram o exemplo.

De ano para ano aumenta o número dos peregrinos. E o templo, com a ajuda de todos e a dedicação mais sacrificada de alguns, vai assumindo a sua forma definitiva.

«Neste ano, ao assinalar a conclusão das obras mais essenciais ou estruturantes da capela e do recinto, temos grato motivo para celebrar com afectuosa satisfação este dia e proceder à consagração das nossas famílias, de cada um/uma de nós, à Imaculada Mãe de Jesus».

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Secretariado Diocesano de Pastoral Juvenil de Viana do Castelo, Cúria Diocesana. Convento de São Domingos. 4900-864 Viana do Castelo Telef.258-824567 Fax.258-824459 Email: jotas@tugamail.com